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Vulnerabilidade digital: como reconhecer e se proteger de ataques

21 de maio de 2020
Por Felix Schultz

Vulnerabilidade digital é uma fraqueza apresentada por sistemas computacionais, que permitem a invasão e colocam em risco as informações e dados dos usuários.

Com o aumento do uso da tecnologia nos últimos anos, e o aparecimento de inúmeros novos equipamentos, surgem, também, problemas de segurança da informação.

A vulnerabilidade digital afeta computadores, smartphones, drones, todos os equipamentos conectados à internet e, também, equipamentos eletrônicos de uso em tratamentos de saúde, como marcapassos. 

Leia também: O que é Internet das Coisas (IoT) e como funciona?

Para entender como se prevenir das vulnerabilidades em seu ambiente de trabalho, trazemos algumas dicas e informações importantes.

Conte com seu time de TI para proteger os dados e informações estratégicas da sua empresa, para que a vulnerabilidade digital seja um fator que impeça o crescimento do seu negócio.

Neste artigo, você vai entender: 

  • Vulnerabilidade digital: o que é
  • Tipos de vulnerabilidade digital
  • Ameaças da vulnerabilidade digital
  • Tipos de ataques
  • Vulnerabilidade digital nas empresas
  • Como combater a vulnerabilidade digital
  • Conheça o Milvus

Boa leitura!

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Vulnerabilidade digital: o que é

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Vulnerabilidade digital é uma falha existente em sistemas, que pode ser acessada e explorada por um invasor.

 

Vulnerabilidade digital é uma fraqueza que possibilita ao invasor acesso a informações, dados e funcionalidades de um sistema. 

 

Ela é formada por três elementos:

  • A vulnerabilidade do sistema
  • A possibilidade do invasor de acessar a vulnerabilidade
  • A possibilidade do invasor de explorar a vulnerabilidade

 

Isso porque não basta o acesso: o invasor precisa de meios ou ferramentas para explorar as falhas encontradas, de forma a conseguir, de fato, atacar o sistema.

Dessa forma, a segurança fica ameaçada: o usuário pode acabar perdendo o acesso a um determinado equipamento ou aplicação, ou ver seus arquivos serem modificados sem consentimento.

A vulnerabilidade digital, portanto, afeta os três pilares principais da segurança da informação: confidencialidade, integridade e disponibilidade.

Sem falar, claro, na privacidade, discussão frequente entre as empresas após a GDPR, lei geral de proteção de dados da Europa, e a recente LGPD, lei nacional que visa a proteção dos dados pessoais dos usuários brasileiros.

Leia também: LGPD x GDPR: entenda a diferença entre a lei brasileira e a europeia.

Tipos de vulnerabilidade digital

A vulnerabilidade digital afeta diversas partes de um sistema computacional. 

Por isso, é importante que a TI esteja de olho em todas as possíveis fontes de falhas, de forma a identificar e corrigir antes de um ataque.

Conheça alguns tipos comuns:

Vulnerabilidade digital em redes

Uma rede conecta diversos equipamentos, compartilhando informações entre eles. Por isso, uma rede aberta apresenta mais vulnerabilidades do que uma rede privada. 

Se você estiver conectado em uma rede aberta, evite acessar sites ou sistemas como bancos, por exemplo, ou que exijam informações pessoais e senhas, como compras online, pois elas podem acabar sendo clonadas. 

No entanto, as redes privadas também podem sofrer ataques. Isso porque um invasor pode conseguir conectar na rede, e acabar afetando sua integridade. 

Empresas com equipe de TI devem estar atentas ao monitoramento das redes. Um scanner de rede pode detectar equipamentos conectados e identificar aqueles que não fazem parte dos ativos da empresa, derrubando o invasor rapidamente.

 

Vulnerabilidade digital em sistemas operacionais

Os sistemas operacionais, seja de telefones celulares, seja de computadores (ou outros dispositivos), é outro tipo de falha que pode ser explorada por invasores.

Instalar sistemas operacionais legais, registrados, e mantê-los sempre atualizados é uma forma de evitar que isso aconteça. 

Isso porque, ao notar uma falha, o fabricante corrige e lança atualização. Assim, se você não tem o sistema operacional legal ou não o mantém atualizado, você fica à mercê das vulnerabilidades que já foram identificadas. 

Vulnerabilidade digital em armazenamento

Outro ponto de atenção são os dispositivos de armazenamento, como HD’s ou pendrives, por exemplo. Eles também podem trazer falhas de segurança, e pôr em risco todos os demais equipamentos aos quais forem conectados.

Isso sem falar, claro, no risco de você perder todos os arquivos armazenados no dispositivo.

Uma forma de evitar problemas é contar com soluções de armazenamento em nuvem, que são mais seguras. Existem aplicações que funcionam totalmente online, evitando a necessidade de instalar muitos programas ou manter arquivos em dispositivos físicos. 

Vulnerabilidade digital em softwares e aplicativos

Por fim, mas não menos importante: todo programa ou aplicativo que você instalar em seu computador, tablet, celular ou outro dispositivo deve ser seguro e confiável. 

Ainda assim, o risco existe. Então, cuidado com programas crackeados, aplicativos desconhecidos e até sites suspeitos.

E nunca, nunca mesmo, lance mão de estratégias para “hackear” o seu telefone, instalando aplicativos piratas, ou instalar programas para roubar senhas e afins. O feitiço pode acabar virando contra o feiticeiro!

Ameaças da vulnerabilidade digital

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A vulnerabilidade digital é uma ameaça contra a privacidade, integridade e disponibilidade dos dados e sistemas.

Quando um invasor encontra uma vulnerabilidade digital em alguma aplicação e consegue ter acesso à ela, ele pode explorar a vulnerabilidade de inúmeras formas, como: 

 

  • Invadir um sistema;
  • Roubar informações confidenciais;
  • Atacar outros computadores ou equipamentos a partir do dispositivo invadido;
  • Deixar um serviço inacessível;
  • Executar golpes financeiros (como aconteceu no whatsapp, ao pedir dinheiro para a lista de contatos);
  • Entre outros.

Tipos de ataques

As ameaças acontecem por meio de mecanismos desenvolvidos com o propósito de aproveitar as vulnerabilidades encontradas em um sistema ou dispositivo. 

Os ataques que mais causam danos, atualmente, são aqueles direcionados e específicos em seu alvo: ou seja, o invasor escolhe sua empresa e sabe o que fazer para prejudicá-la.

Qualquer computador ou dispositivo (como smartphone) conectados à internet estão vulneráveis, já que a conexão é uma porta de entrada bastante fácil de acessar. 

Para saber como se proteger de cada ataque cibernético, é preciso conhecer todos os tipos e como eles funcionam. Vamos lá? 

Backdoor

Backdoor é um tipo de trojan (você já deve ter ouvido falar no “cavalo de troia”) que possibilita ao invasor acessar e controlar o sistema infectado. 

Assim, ele pode modificar, excluir ou instalar arquivos, mandar e-mails para a lista de contatos (espalhando, assim, a abrangência do ataque), entre outros.

Ataque DoS

O ataque DoS atua causando uma sobrecarga em mm servidor ou computador, tornando-o indisponível ao usuário (sabe quando o site “cai”?).

É feito por um único computador que cria vários requisições em determinado site. 

Ataque DDoS

O ataque tem o mesmo propósito do DoS. A diferença, porém, é que ele parte de um computador mestre para utilizar vários (milhões até) outros computadores para atacar determinado site.

Ataque DMA

É um ataque de acesso direto à memória do dispositivo, roubando informações armazenadas nesse local.

Eavesdropping

Essa técnica hacker viola a confidencialidade. Assim, faz uma varredura sem autorização nas informações do dispositivo atacado.

Spoofing

Spoofing é uma falsificação de IP (protocolo de internet). Assim, ele ataca o dispositivo fingindo ser uma fonte confiável. 

Engenharia Social

Essa técnica explora a maior vulnerabilidade de qualquer tipo de dispositivo: o usuário. Ela explora os erros humanos como meio de acesso, como solicitar senhas em questionários, por exemplo.

Outro exemplo é o pishing, uma ameaça que parte de uma pessoa se fazendo confiável para roubar os dados do usuário.

Manipulação de URL

Algumas informações podem ficar escondidas em URLs não indexáveis. Assim, o hacker buscar acesso aos dados privados, que somente pessoas autorizadas podem acessar, manipulando a URL. 

Escalonamento de privilégios

Após conseguir acessar um sistema a partir de alguma falha, o invasor tenta conquistar mais acessos de dados, buscando novas vulnerabilidades que permitam aumentar a profundidade do ataque.

Shoulder Surfing

O ataque, que também explora o erro humano, consiste em em espionar usuários enquanto acessam suas contas e computador.

Decoy

Esse ataque simula um programa seguro ao usuário alvo. Ao efetuar login, acreditando ser o sistema desejado, o programa armazena as informações que serão utilizadas em outro momento, pelos hackers.

Bluesnarfing

Esse ataque utiliza a rede bluetooth para acessar o dispositivo e utilizar os dados da forma que quiser. 

Bluejacking

Também via bluetooth, este tipo de ataque envia imagens, mensagens de texto e sons aos dispositivos. Além invadir a privacidade do usuário, o programa encaminhar spams aos usuários próximos, ampliando seu ataque.

 

Vulnerabilidade digital nas empresas

Muito se ouve falar nas vulnerabilidades de aparelhos de celular, e as pessoas estão, cada vez mais, cientes dos riscos de suas ações.

Mas, para as empresas, e vulnerabilidade digital pode impactar diretamente no resultado da operação. Por esse motivo, é fundamental que as empresas estejam preparadas para identificar e corrigir as falhas encontradas. 

Se você abriu seu negócio, uma pequena empresa, e não investiu, por exemplo, em sistemas operacionais e softwares originais, cuidado. 

Parece esperto fazer o download de um Microsoft Word em um site qualquer, mas você não tem certeza de que outros programas podem estar vindo acoplados a este.

Esse é só um exemplo de como podemos ampliar as vulnerabilidades da empresa, mesmo sem intenção. Todo cuidado é pouco: a responsabilidade pessoal é tão importante quanto contar com profissionais capacitados na identificação e prevenção das falhas. 

Um problema na segurança digital da sua empresa pode ter um impacto na operação, como impedir o funcionamento de sistemas essenciais para o funcionamento do negócio, bem como na credibilidade e na imagem da empresa. 

Imagina se um invasor consegue acessar os cadastros pessoais dos seus clientes? Ou, ainda, acessar e mexer nos registros financeiros da empresa? 

Melhor prevenir do que remediar. 

Como combater a vulnerabilidade digital

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Os usuários são os principais responsáveis pela vulnerabilidade digital.

Apesar da vulnerabilidade digital ser uma falha técnica ou sistêmica, o acesso e exploração se dá muito mais pelos erros humanos. 

O usuário é a maior ameaça, e é fundamental que ele esteja consciente sobre suas responsabilidades. Não cabe, somente, ao time de TI reforçar as questões de segurança.

Então, aqui vão algumas dicas para usuários da empresa. Em seguida, traremos outras formas para controle das ameaças, como medidas a serem tomadas, aí sim, pelos profissionais da área de tecnologia da informação. 

  • Crie uma política de segurança e divulgue-a a todos, estabelecendo normas e regras para o uso dos equipamentos e sistemas;
  • Faça treinamentos com o pessoal, conscientizando sobre a importância de evitar determinados acessos ou executar certos programas;
  • Evite conectar equipamentos pessoais na rede corporativa; 
  • Utilize, se possível, autenticação em duas etapas, seja para o telefone celular, seja para e-mail; 
  • Não utilize programas ou e-mails corporativos em redes privadas ou abertas, exceto a rede da empresa; 
  • Não forneça senhas para acesso à rede corporativa a visitantes ou outras pessoas de fora da empresa; 
  • Avise aos responsáveis pela TI sempre que notar algo estranho, ou toda vez que for preciso atualizar algum sistema ou aplicação; 
  • Peça autorização para a TI antes de baixar e instalar alguma aplicação.

Aos profissionais de TI e responsáveis pela gestão de vulnerabilidades, algumas sugestões: 

  • Tenha uma política de gestão de riscos, com medidas a serem tomadas em caso de necessidade;
  • Faça testes regularmente, buscando encontrar e explorar vulnerabilidades, antecipando eventuais ataques; 
  • Controle níveis de permissão de usuários, seja para acessos a aplicações ou arquivos da empresa, seja para executar ações em seus equipamentos ou acessar sites de internet; 
  • Faça uma gestão de mudanças, controlando as alterações, publicações e novos desenvolvimentos das aplicações da empresa; 
  • Controle os ativos da empresa, impedindo acessos externos e mantendo os equipamentos sempre atualizados. 

Conheça a Milvus

A plataforma Milvus possibilita otimizar a gestão das ações de sua equipe de TI, resultando em ganhos de eficiência e aumento de produtividade da equipe, sem que você precisa aumentar a estrutura de pessoal.

Os módulos presentes na plataforma, como helpdesk e gestão de ativos, contam com funcionalidades que permitem à TI manter uma gestão de riscos de forma eficiente, identificando, categorizando e solucionando ameaças rapidamente. 

Com dashboards em tempo real e a possibilidade do usuário abrir chamados pelo próprio desktop (tecnologia OneClick), além das funções de acesso remoto, a equipe de TI tem mais insumos para entender os problemas enfrentados. 

Dessa forma, pode realizar testes de segurança, reproduzir erros ou falhas, e corrigir as vulnerabilidades digitais encontradas antes que elas sejam exploradas por invasores.

Faça um teste gratuito ou solicite uma demonstração

Conclusão

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A empresa deve investir em profissionais e ferramentas que auxiliam no controle da vulnerabilidade digital.

 

A vulnerabilidade digital é uma ameaça crescente e cada vez mais presente na vida de todos. 

É inevitável que com o surgimento de novos equipamentos e aplicações digitais surjam, também, falhas e vulnerabilidades que podem ser exploradas de forma maliciosa. 

Cabe ao usuário ser responsável de suas ações e evitar, ao máximo, que as falhas encontradas sejam acessadas. Mas a empresa deve, também, contar com profissionais capacitados e ferramentas que auxiliem na identificação e correção dessas ameaças. 


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