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Segurança Cibernética: o que é e como ser um especialista no assunto

4 de maio de 2020
Por Felix Schultz

Segurança cibernética envolve um conjunto de ações para proteção de pessoas, sistemas e dispositivos contra ataques maliciosos. É uma ramificação da segurança da informação.

A segurança cibernética é uma forma de proteger as pessoas e empresas contra os ataques cibernéticos, que se aproveitam das vulnerabilidades digitais para invadir, roubar e manipular dados ou arquivos.

Leia também: Vulnerabilidade digital: o que é.

Assim como os outros aspectos da segurança, um dos grandes responsáveis pela segurança cibernética é o próprio usuário, que deve ter consciência dos riscos e evitar atitudes que possam expor falhas a serem exploradas.

Profissionalmente, é uma oportunidade para quem deseja se especializar e atuar com mecanismos de prevenção contra os ataques cibernéticos.

O cargo de analista de segurança cibernética tem crescido com o tempo, já que a tecnologia e os dispositivos estão em evolução constante e exponencial.

Vamos entender melhor o que é segurança cibernética e como se profissionalizar na área. Neste artigo, você vai saber:

  • Segurança cibernética: o que é
  • Segurança cibernética x Segurança da informação
  • Importância da segurança cibernética
  • Principais ameaças da segurança cibernética
  • Principais diretrizes da segurança cibernética
  • Como se tornar um analista de segurança cibernética
  • Responsabilidades do analista de segurança cibernética
  • Dicas de livros, filmes e séries sobre segurança cibernética

 

Boa leitura!

Segurança cibernética: o que é

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A segurança cibernética tem como objetivo prevenir ataques cibernéticos.

A segurança cibernética, assim como a segurança digital, é um braço da segurança da informação .

Nesse caso, a segurança cibernética tem como objetivo prevenir os ataques, realizados por sistemas maliciosos que se aproveitam de falhas sistêmicas para invadir dispositivos, roubando, manipulando e tornando indisponível uma série de dados ou arquivos.

Segundo pesquisa realizada pelo laboratório DFNDR, o Brasil é o segundo país que mais sofre ataques cibernéticos, com mais de 120 milhões de ataques somente no ano de 2018.

Segurança cibernética x Segurança da informação

Como já mencionamos, a segurança cibernética é uma ramificação da segurança da informação. Esta última é, portanto mais ampla e abrangente.

Em resumo:

  • Segurança cibernética: envolve a prevenção e proteção atuando somente no cyber espaço, ou seja, aquele conectado à internet ou às redes que ligam um computador (e demais dispositivos) a outro.
  • Segurança da informação: envolve a prevenção e proteção contra todo tipo de risco, seja físico ou digital, controlando acessos de pessoas a locais, permissões para acessos de arquivos, entre outros.

Leia também: Scanner de Rede: verifique IPs e descubra quem está ligado à sua rede.

Importância da segurança cibernética

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A segurança cibernética ajuda na proteção de informações estratégicas das empresas.

A segurança cibernética é um conjunto de ações preventivas para impedir os ataques cibernéticos em dispositivos. Com isso, auxilia a segurança da informação (que tem um viés mais estratégico), operacionalizando ações técnicas de desenvolvimento para mitigar as falhas.

Com o surgimento dos IoTs e a constante evolução dos dispositivos tecnológicos envolvidos no dia a dia das pessoas, a segurança cibernética é fundamental para que empresas garantam a confidencialidade, integridade e disponibilidade de suas informações.

Mas é inevitável lembrar que, na vida pessoal, a segurança cibernética também tem um importante papel.

Educar as pessoas em relação às precauções necessárias para evitar um ataque pode proteger adultos e crianças de situações perigosas e assustadoras.

Principais ameaças da segurança cibernética

A segurança cibernética previne os ataques cibernéticos. Os tipos mais comuns, para exemplificar a clarear o entendimento, são:

Vírus

O vírus é um programa que, quando executado, é capaz de infectar todos os computadores conectados em uma mesma rede, roubando dados, corrompendo arquivos e enviando spams para contatos de e-mail (ampliando o ataque), ou até controlar o computador por completo.

Worms

Mais antigo, os worms chegam como anexos de um e-mail. Diferente do vírus, não precisa nenhuma ação do usuário (exceto a abertura do e-mail).

Adware

Já entrou em um site suspeito e pularam na tela vários e vários anúncios comerciais? Ou então, antes de começar aquele filme pirata, abre uma tela pedindo para você instalar algum programa para permitir a execução do filme?

Cuidado! Esse é um ataque cibernético chamado de adware, ou seja, o malware se “disfarça” de propaganda para buscar o seu clique. Então, ele age.

Ransomware

O  ransomware é um sequestrador de dados. Ele invade o sistema, rouba dados e pede um valor (em criptomoedas) como resgate.

Leia também: 13 dicas para proteger sua empresa de TI do ransomware

Principais diretrizes da segurança cibernética

Para combater os ataques cibernéticos, o analista de segurança cibernética deve adotar algumas medidas. Elas podem estar descritas em uma política de segurança adotada pela empresa, de forma a ser compartilhada com os colaboradores.

Assim, todos podem compreender suas responsabilidades e deveres no uso das tecnologias, de forma a minimizar os danos.

Algumas das principais diretrizes adotadas, no entanto, são:

Antivírus

Essa é óbvia e conhecida por todos. Os dispositivos devem contar com aplicativos antivírus para detectar assim que um malware tenta invadir o sistema.

No entanto, o antivírus não tem poderes para agir sozinho o tempo todo. É fundamental que exista uma boa gestão de ativos na empresa, de forma que os responsáveis pela TI e pela segurança cibernética possam manter os equipamentos e programas atualizadas.

Essa precaução minimiza muito as vulnerabilidades e, portanto, reduz as possibilidades de ataque.

Criptografia

A criptografia é uma espécie de codificação de sistemas e arquivos, que dificultam o acesso por pessoas ou programas não autorizados.

É uma forma de proteger o armazenamento e a transação de dados entre os usuários da empresa. A assinatura digital, por exemplo, usa a criptografia para garantir a sua integridade.

Proteção a IoT

Com o crescimento dos dispositivos inteligentes, a empresa precisa prever, em sua política de segurança, métodos de assegurar o controle dos mesmos.

Para empresas que utilizam IoT no seu dia a dia, o analista de segurança cibernética deve estar atento a testes e outros métodos de prevenção de ataques.

VPN

VPN é uma forma de conexão externa à rede e funciona como um “túnel”, garantindo segurança ao usuário na hora de acessar as informações e documentos confidenciais.

Backup

A empresa deve ter um processo rigoroso para backups de seus arquivos e documentos, de forma a garantir a disponibilidade dos dados mesmo em caso de alguma ameaça.

Uma alternativa para backups é contar com servidores específicos para guardar as cópias exatas e fiéis de todas as pastas e aplicações, de todos os computadores.

HD’s externos também podem ser utilizados para essa função, embora exista uma maior limitação. E, de alguns anos pra cá, o armazenamento em nuvem vem ficando mais conhecido e reconhecido por sua segurança, sendo uma boa escolha.

Como se tornar um analista de segurança cibernética

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O analista de segurança cibernética é responsável por localizar os pontos falhos das aplicações.

Analista de segurança cibernética é uma profissão que vem sendo bastante buscada pelas empresas. Para se preparar, você encontra desde cursos online até faculdades voltadas para a área.

Separamos, abaixo, algumas informações que podem ser interessantes para você conhecer o mercado. Quem sabe pode encontrar uma oportunidade na segurança cibernética?

Cursos

Existem cursos dos mais variados tipos e níveis para quem deseja aprender mais sobre segurança cibernética. Listamos, abaixo, alguns deles:

  • Udemy: cursos online e de curta duração;
  • Educa+Brasil: graduação com título de tecnólogo em Segurança Cibernética, o curso dura, em média, 3 anos. Para graduados em cursos relacionados à Tecnologia da Informação, as faculdades também oferecem cursos de pós-graduação na área de segurança cibernética;
  • Inmetro: é isso mesmo! O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, do Governo Federal, oferece um curso técnico em segurança cibernética, voltado para jovens cursando ou formados no Ensino Médio;
  • Escola Superior de Redes: a formação é dividida em encontros presenciais e sessões online para esclarecimento de dúvidas, e tem 80 horas/aula;
  • Unifor: a Universidade Federal de Fortaleza oferece um MBA em segurança cibernética, voltado para quem já é graduado em Ciências da Computação ou áreas correlatas;
  • Mackenzie: o curso de pós-graduação é presencial e tem duração de 18 meses, e é oferecido a profissionais da área de tecnologia da informação, civis ou militares;
  • Fiap: online, mas com título de graduação, o curso da FIAP é chamado de Defesa Cibernética, tem nível de tecnólogo e duração de 2 anos.

Certificações

Não existem certificações específicas para a área de segurança cibernética, mas algumas certificações são desejadas por profissionais que almejam cargos mais relevantes. Lembre-se, porém, que algumas delas exigem um tempo mínimo de experiência.

Conheça as certificações mais procuradas no setor da Segurança da Informação e afins:

  • CEH: Hacker Ético Certificado
  • ECSA: Analista de Segurança Certificado pelo Conselho da CE
  • GSEC / GCIH / GCIA: Certificações de segurança GIAC
  • CISSP: Profissional certificado em Segurança de Sistemas de Informação

Responsabilidades do analista de segurança cibernética

O analista de segurança cibernética tem como principal função garantir o impedimento de ameaças. Para isso, é preciso executar uma série de testes e desenvolver aplicações que protejam os sistemas da empresa.

Algumas responsabilidades são:

  • Planejar e implementar parâmetros de segurança;
  • Criação da política de segurança para prevenir acessos não autorizados;
  • Criação de planos de contingência, para casos de invasão;
  • Monitorar continuamente os sistemas e arquivos, de forma a garantir a segurança dos dados;
  • Executar testes contra vulnerabilidades digitais;
  • Organizar auditorias para confirmar a aplicabilidade das políticas de segurança existentes;
  • Gerenciar a rede de forma a detectar, precocemente, possíveis intrusões;
  • Recomendar e implementar sistemas para gerenciamento de riscos;
  • Organizar um ambiente seguro para troca com fornecedores;
  • Treinar os profissionais da empresa em relação aos procedimentos adequados para evitar ataques cibernéticos.

Dicas de livros, filmes e séries sobre segurança cibernética

Quer continuar seus estudos sobre segurança cibernética? Separamos alguns livros e filmes que abordam o assunto e podem ajudar a contextualizar melhor a realidade de quem trabalha nessa área.

Confira:

Livros

Os livros abaixo não são, exclusivamente, sobre segurança cibernética: alguns falam da segurança da informação como um todo. Ainda assim, são uma boa fonte de estudo.

Filmes e Séries

Na indústria do cinema, a segurança cibernética também tem dado o que falar. Com séries e filmes produzidas nos mais diversos países, e ganhando popularidade com a Netflix, é uma boa forma de alertar os perigos que as pessoas, usuários comuns, correm todos os dias.

  • Black Mirror: cada episódio é um conto de ficção científica que reflete o lado obscuro da tecnologia, mostrando o quanto somos vigiados e controlados por quem não imaginamos.
  • Cam: uma jovem modelo ganha seu sustento fazendo shows privados pela internet. Um dia, ela se vê substituída por um clone e não sabe se isso é obra de um hacker ou um vírus;
  • Cidadãoquatro: o documentário mostra o jornalista Glenn Greenwald em visita a Edward Snowden. A revelação de arquivos mostra um esquema de vigilância global armado pelas agências de segurança norte-americanas;
  • A senha: Swordfish: John Travolta é o líder de uma organização anti-terrorista que busca vingança contra o governo americano após ter sua operação engavetada. Para isso, ele contrata um hacker famoso;

Conclusão

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A segurança cibernética, aliada com a segurança de arquivos físicos, deve ser uma prioridade na empresa.

Você já entendeu que a segurança cibernética deve ser uma prioridade na empresa, pois ela garante que suas informações estratégicas não sejam perdidas.

A equipe pode contar com profissionais especializados na área, chamados de analistas de segurança cibernética, para promover ações e testes que previnam os ataques.

Outra medida de segurança que pode ser adotada é o uso de um sistema para gerenciamento de ativos e automatização de processos do time de TI. Com ele, a empresa garante que as tarefas atendam ao SLA desejado.

A plataforma Milvus é uma solução que integra ferramentas para controle de ativos, gerenciamento de chamadas e outras funcionalidades indispensáveis para uma gestão de TI e uma segurança cibernética eficaz.

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