Câncer de mama – Perceba e entenda os sinais do seu corpo

Neste mês costumamos encontrar divulgações sobre o Outubro Rosa e o câncer de mama.

Mas como perceber os sinais do nosso corpo?

Para começar, não se baseie apenas no Dr. Google para procurar informações sobre o câncer de mama ou qualquer outra doença.

Sentiu um nódulo suspeito nas mamas ou próximo delas? Verifique melhor fazendo o autoexame e procurando um (a) mastologista. O câncer de mama é o tipo de tumor que mais leva a morte das mulheres em nível global, mas com diagnóstico precoce a chance de cura chega a 95%.

Taxas

Estimativa do INCA (Instituto Nacional de Câncer) aponta 600 mil novos casos de câncer durante o biênio 2016-2017 no Brasil.

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, esperado em 28,1% (57.960 casos), com risco de incidência de 56,2 casos a cada 100 mil delas. Nos homens são mais raros (1%). Não quer dizer que é impossível. É importante que eles também tenham atenção sobre os cuidados preventivos.

Ao buscar a taxa de morte por câncer de mama no Brasil, encontramos o número de 14.387 óbitos, sendo 181 homens e 14.206 mulheres de acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade – SIM em 2013.

Em 2014, o Atlas de mortalidade disponibilizado pelo INCA apontou 13,03 óbitos/100 mil mulheres.

Tipos do câncer de mama: a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconhece mais de 20 subtipos diferentes dessa doença.

A maioria dos tumores do câncer de mama resulta do carcinoma ductal (epitélio ductal). Ainda existem outros, como o lobular; mucinoso, tubular, medular, microcapilar e papilar.

Fatores de risco

Desde fatores genéticos até os comportamentais e de idade podem ser algumas das causas para o surgimento do câncer de mama.

O avanço da idade é o principal fator de risco. Tanto é que a partir dos 40 anos cresce a chance de câncer de mama entre as mulheres e, por isso, o exame de mamografia é mais recomendado a partir dessa época e anualmente.

O ponto hereditário não é determinante. A estimativa do INCA informa que a cada 10 casos, nove não têm histórico familiar.

Porém, as mulheres com familiares que tiveram câncer de mama ainda na fase jovem e câncer de ovário têm mais risco de ter o tumor maligno nas mamas.

Vale destacar que mesmo essa doença sendo rara entre as mulheres jovens com até 35 anos, costuma ser mais agressiva por causa da grande mutação dos genes BRCA1 e BRCA2 (hereditários).

Fatores endócrinos como a primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos), uso contínuo de contraceptivos orais, menopausa após os 55 anos, reposição hormonal pós-menopausa, sobrepeso, obesidade pós-menopausa, consumo exagerado de bebida alcoólica e ter exposição constante à radiação ionizante (parte da radioterapia, de exames como raios X e tomografia computadorizada) também estão entre as possíveis causas.

Sintomas do câncer de mama

Os sintomas abaixo podem sinalizar o aparecimento dessa doença.

– Caroços (nódulos) geralmente indolores e aparecendo internamente nas mamas;

– Os nódulos também podem surgir nas axilas e pescoço;

– Alteração no formato e textura do mamilo e da mama;

– Mama avermelhada e com textura semelhante à casca de laranja;

– Líquido espontâneo saindo das mamas. Em alguns casos tem o sangue como secreção.

Prevenção ao câncer de mama

Amamentação: amamentar os filhos é um ato que colabora com a saúde do bebê e da mãe, sendo uma das formas para diminuir a incidência do câncer de mama.

Mais do que estar em dia com a balança: manter uma alimentação saudável, consumir bebidas alcoólicas com moderação, evitar alimentos industrializados e praticar exercícios físicos regularmente reduz, em 30%, a chance de ter esse tipo de câncer.

Mamografia: é um exame de raio X para identificar e rastrear o câncer de mama. Não precisa estar em jejum e os médicos costumam exigir esse procedimento para mulheres a partir dos 40 anos e de forma anual.

O Ministério da Saúde recomenda esse tipo de exame às mulheres entre 50 e 69 anos pelo menos uma vez a cada dois anos. Já a mulher com histórico familiar de primeiro grau é importante que informe para a médica (o), especialista que deve verificar a periodicidade adequada da mamografia. Caso seja mais jovem e perceba algo de diferente em suas mamas, pode pedir esse tipo de diagnóstico.

E o autoexame, uma atitude que ajuda e muito no diagnóstico precoce e, consequentemente, na maior chance de cura.

Formas de tratamento

O tratamento dependerá do estágio do câncer de mama.

No tratamento local é necessário cirurgia para retirar nódulo. Ou a mastectomia, na qual se retira parcial ou totalmente a mama com a possibilidade de reconstrução mamária, acompanhado ou não da radioterapia a depender do grau da doença.

O tratamento sistêmico é formado por quimioterapia, terapia biológica e hormonioterapia, além de ser aplicado a depender de fatores como idade e tamanho do tumor.

Atualmente é possível manter parte da qualidade de vida durante o tratamento. Uma saída é o cuidado paliativo, principalmente em casos terminais por ser um método que ameniza efeitos como a dor, ao mesmo tempo que respeita os limites dos pacientes.

Vale lembrar: a Lei nº 12.732/ 2012 dá o direito ao tratamento de todos os tipos de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) no prazo de até 60 dias após o diagnóstico ou em prazo menor, caso seja uma das exigências terapêuticas.

Como fazer o autoexame da mama?

Conheça suas mamas para perceber os sinais. Essa atitude faz grande diferença e salva vidas. 90% dos casos são percebidos pela própria mulher.

Você pode fazer o autoexame das mamas em momentos confortáveis: em frente ao espelho, durante o banho e deitada.

Para começar:

Surgiu alguma suspeita? Procure a sua médica (o), mesmo sendo ginecologista. Essa especialidade pode analisar e encaminhar para um (a) mastologista.
Lembre-se, o autoexame não substitui a consulta médica.

Não fique insegura (o) para transmitir força e dar apoio às pessoas com câncer de mama

A pessoa em tratamento para combater o câncer de mama geralmente fica mais frágil física e psicologicamente. Algumas mulheres se sentem excluídas de núcleos sociais por serem julgadas sobre as próprias aparências, sentimentos que surgem a partir da queda do cabelo, das sobrancelhas e a retirada total da mama em determinados casos.

Nessas horas elas podem se fortalecer e selecionar pessoas que realmente se importam e que estão ali, para o que der e vier.

Ao conhecer pessoas que convivem com essa doença, é fundamental que você:

      Dê apoio e acompanhe em momentos difíceis também – paciente e sua família;

      Incentive a realizar atividades que gosta;

      Respeite os limites da pessoa em tratamento;

      Não demonstre piedade;

      Procure informações com embasamento científico;

      Converse sobre a doença e se coloque à disposição para ajudar;

      Mostre que a beleza é própria delas e que existe em diferentes formas.

As pessoas que superam o câncer de mama, sem dúvida, voltam mais fortes 🙂 Então esteja ao lado delas para celebrar esse momento.

Aproveite as informações acima, mas não as coloque na frente da consulta médica. Conte com especialista, família e amigos nessa etapa.

Fontes:
Estimativa | 2016 Incidência de Câncer no Brasil/ INCA: https://goo.gl/0dJfKk; https://goo.gl/79alO1
Estatísticas vitais: https://goo.gl/4SBD7I
Lei nº 12.732, de 22 de novembro de 2012: https://goo.gl/hNwS7z
Atlas de  mortalidade/INCA: https://goo.gl/12943Z

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