Saiba quais são e entenda os pilares da gestão de TI

A estratégia de atuação da gestão de TI impacta diretamente nos resultados de uma empresa. A transformação digital fez com que a tecnologia se tornasse ferramenta responsável diretamente pela geração de valor para o negócio. Por isso, é preciso estabelecer um alicerce de práticas inteligentes no dia a dia do setor.

Entretanto, algumas dúvidas costumam surgir na hora de elaborar um bom planejamento. Afinal, o que é fundamental e deve ser garantido a qualquer custo? Para sanar essas dúvidas, criamos este post explicando quais são os 5 pilares da gestão de TI.

Ferramentas

Um dos maiores aliados de quem busca implementar uma gestão de TI eficiente e confiável é o ITIL (Information Technology Infrastructure Library). Trata-se de uma biblioteca que reúne boas práticas para guiar gestores na busca por esse objetivo. Assim como os fatores citados aqui, suas estratégias são complementares e devem ser sempre pensadas em conjunto.

As práticas sugeridas podem ser definidas como questões relacionadas a estratégia, designtransição, operações e melhoria contínua na execução dos processos. E para a constituição dos pilares aqui destacados, é fundamental ter em mente as considerações dadas pelo ITIL. A começar pela importância do uso e gerenciamento de boas ferramentas.

Implementar equipamentos, máquinas, softwares e programas em geral de qualidade é o primeiro passo para a otimização dos processos de TI. E não se trata apenas de adquirir produtos de qualidade e adotá-los no dia a dia — a eficiência da TI depende da boa gestão desses recursos.

A manutenção preventiva, por exemplo, deve fazer parte da rotina de processos de toda a empresa. Cabe ao gestor desenvolver um plano e um cronograma de manutenção para todas as ferramentas, hardwares ou softwares, para que os profissionais de TI — e de todos os outros departamentos — possam tomar os cuidados necessários com eles.

Manter as ferramentas em bom funcionamento é obrigatório se a gestão de TI busca otimizar o uso de seus recursos e reduzir custos com manutenção corretiva e compra de novos equipamentos.

Processos

A implementação de metodologias de trabalho pode oferecer base sólida para as práticas de TI. Muitas delas, inclusive, apontam para a falta de controle sobre os processos como a principal causa de problemas. Afinal, se o planejamento está mal definido ou contém buracos (gaps), surge o espaço para imprevistos.

Ferramentas eficientes não trazem resultados sozinhas. É preciso contar com procedimentos descritos detalhadamente, para que os profissionais tenham referência daquilo que deve ser feito. Com a transformação digital, uma tendência que vem ganhando ainda mais espaço é a automatização.

Seja por meio de novas tecnologias ou de técnicas de gestão, a automatização garante que os processos ocorram sempre conforme o esperado. É claro que não existe ambiente com zero falhas, mas essa prática reduz o risco e, no caso de uma ocorrência, ajuda na identificação da causa para correção.

Os processos estão profundamente relacionados com os outros pilares da gestão de TI. Consequentemente, voltaremos a tocar no assunto no decorrer do artigo.

Pessoas

Muitos estudiosos tratam da relação entre ferramentas, processos e pessoas como a tríade central da gestão de TI. É um pensamento compreensível, pois estamos falando do núcleo de ação do setor: profissionais realizam ações (processos) por meio de ferramentas.

Mesmo que os dois primeiros pilares estejam enraizados na cultura da empresa, problemas com os recursos humanos em TI podem comprometer todo o trabalho. E não estamos falando apenas da contratação de profissionais capacitados, mas do suporte ao usuário.

Uma gestão eficiente garante a sinergia entre os três pilares. Treinar e reciclar funcionários no uso de softwares é um exemplo de suporte na relação entre pessoas e ferramentas. No caso dos processos, reuniões constantes e monitoramento com o uso de métricas são formas de fazer ajustes finos.

Já a busca por inovação constante traz benefícios para o alinhamento entre ferramentas e processos. Tudo depende de um processo de gestão que trabalha com o conjunto todo, e não com os pilares separadamente.

Segurança

Por mais que muita gente coloque os três primeiros pilares como essenciais, o desenvolvimento tecnológico revolucionou a forma como lidamos com a gestão de TI. Se a aplicação dos seus recursos impacta diretamente nos negócios, a segurança se torna questão essencial — e todos devem estar envolvidos em suas práticas.

A começar pelo controle de acesso. O vazamento de dados pode comprometer totalmente as atividades da empresa, criando até mesmo o risco de processos jurídicos e falência. A gestão de TI deve ter um sistema unificado para controle de acesso físico aos servidores e outros equipamentos, assim como digital, no caso de sistemas delicados.

Não faz sentido todos os funcionários terem acesso a documentos sigilosos de protótipos ou mesmo dados de clientes, por exemplo. Consequentemente, a própria rede deve estar protegida por um sistema robusto de segurança. Até mesmo pontos de acesso Wi-Fi devem ser controlados, já que clientes e fornecedores podem, eventualmente, acessá-los.

A melhor forma de garantir eficiência nessas práticas é criar uma política de segurança, que inclua a parte física e a digital. Além disso, é fundamental manter um sistema de backup seguro, com atualizações constantes (se possível, diárias) e proteção por criptografia — que também deve ser aplicada à rede.

Disponibilidade e integridade

Por fim, é preciso destacar a importância de que todas as informações estejam sempre disponíveis para as pessoas certas. O gestor de TI deve ter controle e monitorar o acesso aos dados, garantindo que só quem realmente precisa esteja autorizado. Além disso, eles precisam ser mantidos de forma íntegra — ou seja, inalterados, sem que sejam corrompidos ou perdidos por engano.

A política de segurança está diretamente relacionada com o pilar de disponibilidade e integridade. Ela serve de ferramenta para regular o acesso (inclusive remoto), além de estipular o nível de proteção necessário em cada processo. Se um funcionário precisa de um documento e não está na empresa, por exemplo, é fundamental que seja utilizado VPN com criptografia na conexão.

A utilização de ferramentas tecnológicas é essencial para que esse pilar realmente exista, não se tornando apenas uma burocracia desnecessária. Na prática, é preciso se manter atualizado sobre as novidades do mercado e garantir que a tecnologia utilizada pela empresa não se torne obsoleta.

E não estamos falando apenas de hardware, mas de sistemas de segurança (antivírus, firewalls, VPN etc.), de help desk e de gestão de TI. Em outras palavras, garantir a saúde financeira dos negócios exige que a melhoria constante seja parte da cultura empresarial.

Como você pode ver, são práticas simples — mas exigentes quanto aos cuidados e atenção — que constituem os pilares da gestão de TI. Faça uma avaliação em sua empresa e implemente já essas dicas. Os resultados surgirão rapidamente!

Quer otimizar ainda mais seus processos de TI? Então, confira nosso post sobre as métricas mais importantes para o setor!

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